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Mercado livre de energia cresce 11% no 1° trimestre; regulado recua 1,3%

Post 1 junho

O mercado livre de energia elétrica, ambiente competitivo no qual os consumidores podem escolher o fornecedor em busca de preços mais baixos e outras condições mais vantajosas, voltou a registrar recorde de consumo em março deste ano, com 27.899 MW médios absorvidos por 32.627 unidades consumidoras.

O patamar de consumo de março deste ano é 13% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado. De outro lado, o consumo registrado no mercado regulado, atendido pelas distribuidoras de energia, recuou 0,5% no mesmo período. Analisando todo o primeiro trimestre de 2023, pode-se observar um crescimento de 11% no consumo de energia elétrica no mercado livre em comparação com os três primeiros meses de 2022. Enquanto isso, o consumo no mercado regulado registrou uma redução de 1,3% no mesmo período.

Os dados fazem parte da mais recente edição do Boletim da Energia Livre, publicação da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) que analisa o panorama mensal do mercado livre de energia no Brasil, atualizado com base nos indicadores mais recentes divulgados por diversas instituições e consultorias.

“Liberdade de escolha para todos”

O mercado livre de energia atraiu 4.752 novas unidades consumidoras no acumulado de 12 meses encerrados em março de 2023, um crescimento de 17%, somando agora 32.627 unidades consumidoras agrupadas em 11.421 consumidores. Cada unidade consumidora equivale a um medidor de energia.

As unidades que fazem parte do mercado livre representam apenas 0,04% do total de 89 milhões de unidades consumidoras de energia no Brasil, sendo formadas por grandes consumidores industriais e do setor de serviços, que têm a liberdade de escolher seus fornecedores e buscar preços mais competitivos na compra de energia elétrica. A Abraceel defende que o direito de participar do mercado livre de energia seja estendido a todos os consumidores brasileiros em janeiro de 2026.

Confira outras informações presentes no boletim:

  • Em abril de 2023, o custo da energia, um dos componentes da tarifa elétrica, foi de R$ 278/MWh no mercado regulado e de R$ 93/MWh do mercado livre, uma diferença de 67%;
  • O mercado livre segue como indutor das energias renováveis, absorvendo 87% da energia gerada por usinas a biomassa, 57% por PCH, 48% por eólicas e 54% por solares centralizadas;
  • Com isso, o mercado livre absorveu 54% da geração de energia consolidada de fontes renováveis incentivadas (eólica, solar, PCH e biomassa), aumento de 24% nos últimos 12 meses.

Fonte: Revista o Setor Elétrico

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