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Mercado Livre de Energia já atende 90% da demanda elétrica da indústria brasileira

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O Mercado Livre de Energia, ambiente de contratação onde fornecedores e consumidores negociam livremente, cresceu 19% nos últimos 12 meses, acumulando 4.957 novas unidades consumidoras no período que se encerrou em janeiro de 2023. Com isso, o ambiente de contratação livre passou a somar 31.686 unidades consumidoras, agrupadas em 11.149 consumidores. Cada unidade consumidora equivale a um medidor de energia. As informações, atualizadas em março deste ano, são do Boletim de Energia Livre, disponibilizado pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

As 31.686 unidades consumidoras que estão no Mercado Livre correspondem a apenas 0,03% dos 89 milhões de unidades consumidoras de energia registradas no Brasil. São grandes consumidores industriais e de serviços, que podem escolher o fornecedor e buscar preços mais baixos para a compra de energia elétrica.

Em fevereiro de 2023, o custo da energia, que é um dos componentes da tarifa elétrica, foi de R$ 279/MWh no Mercado Regulado e de R$ 106/MWh do Mercado Livre, uma diferença de 62%. “Trata-se de um benefício gigantesco que apenas uma pequena parcela dos consumidores de energia pode usufruir por falta de decisão legislativa e normativa”, aponta Rodrigo Ferreira, presidente-executivo da Abraceel. “A expectativa é que, este ano, as decisões sejam favoráveis a todos os consumidores de energia, permitindo a eles migrar para o Mercado Livre de Energia, se assim desejarem”, concluiu.

Ferreira faz referência à indefinição da votação do PL 414/2021 ou do PL 1.917/2015, que estabelecem regras para a abertura completa do mercado de energia elétrica do Brasil, bem como na possibilidade de definição do cronograma de abertura de maneira infralegal, dada a prerrogativa já instituída na Lei 9.074/1995.

Nesse sentido, vale ressaltar que o Ministério de Minas e Energia (MME), no segundo semestre de 2022, realizou consulta pública que demonstrou amplo consenso da sociedade em torno da proposta de abrir o mercado de energia para todos, incluindo residências e pequenos negócios, a partir de 2026.

Confira outros destaques do Boletim:

  • Consumidores que podem escolher o fornecedor de energia elétrica buscam por preços mais baixos no Mercado Livre;
  • Em fevereiro de 2023, o custo da energia, um dos componentes da tarifa elétrica, foi de R$ 279/MWh no Mercado Regulado e de R$ 106/MWh do Mercado Livre, uma diferença de 62%;
  • O Mercado Livre se consolida como indutor das energias renováveis, absorvendo 91% da energia gerada por usinas a biomassa, 57% por PCH, 45% por eólicas e 52% por solares centralizadas;
  • Com isso, o Mercado Livre absorveu 52% da geração de energia consolidada de fontes renováveis incentivadas (eólica, solar, PCH e biomassa), aumento de 38% nos últimos 12 meses.

Fonte: Revista o Setor Elétrico

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